Salinas no Museu Nacional do Mar

Os saveiros da Bahia foram construídos em estaleiros de diversas localidades do Recôncavo Baiano: Massaranduba e Cabrito em Itagipe; Santo Amaro, São Roque, Cachoeira, São Félix, Ilha do Bom Jesus, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Santo Amaro do Catu, Tubarão, Salinas da Margarida, Conceição de Salinas, Itaparica, Caboto, entre outros. Os saveiros dessas águas tinham características comuns aos barcos do Recôncavo.

Já os saveiros de barra-fora, mais robustos, com proa de pouco lançamento e mastreações múltiplas, possuíam características próprias para a navegação em alto mar. Eram construídos na costa sul da Bahia: Taperoá, Valença, Cairu, Camamu, Cajaíba, Ilha Grande, Ilhéus, Comuruxatiba, Canasvieiras, Porto Seguro, Caravelas, Nova Viçosa e outras.

Saveiros ou Saveleiros

O nome saveiro originou-se de saveleiro, barco usado nos rios de Portugal para a pesca do savel. Significa também barqueiro. Dependendo do dicionário, variam as características do barco: estreito, comprido, pequeno, com um ou dois mastros, de remo, de transporte ou de pesca, de fundo chato…

De fato existem diversas variáveis que influenciam na construção de um saveiro. Um mestre de construção naval as resumiria da seguinte forma: a função (pesca, transporte de carga ou passageiro); a dimensão (que está ligada ao peso, volume e tipo de carga); a mastreação e o velame (para mar alto, rios ou braços de mar); além do balanço de proa, do convés de popa, do tombadilho, das escotilhas, das cabines, do leme, do tijupá, do xapité…

Museu Nacional do Mar